sexta-feira, 31 de outubro de 2008

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Eu confesso



Inconfesso Desejo

Queria ter coragem
Para falar deste segredo
Queria poder declarar ao mundo
Este amor
Não me falta vontade
Não me falta desejo
Você é minha vontade
Meu maior desejo
Queria poder gritar
Esta loucura saudável
Que é estar em teus braços
Perdido pelos teus beijos
Sentindo-me louco de desejo
Queria recitar versos
Cantar aos quatros ventos
As palavras que brotam
Você é a inspiração
Minha motivação
Queria falar dos sonhos
Dizer os meus secretos desejos
Que é largar tudo
Para viver com você
Este inconfesso desejo

Carlos Drumond de Andrade

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Trilha sonora

Muitas reflexões, muitas idéias, muitos desejos...

Bom, vamos tocando em frente e indo a luta, porque o tempo é curto e a vida não pára, uhu...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Eu queria...


Sabe aquele processo do filme Matriz em que o personagem pede e, através de um programa, consegue aprender tudo sobre determinado assunto? Pois é, depois de um fim de semana tão intenso fiquei pensando no tanto de livros que gostaria de ler, habilidades que gostaria de desenvolver, dados que gostaria de saber, enfim..., podia ser fácil como no filme não é?

domingo, 26 de outubro de 2008

Mandrágora

O jovem florentino Calímaco, por conta de uma aposta, conhece e passa a desejar furiosamente uma mulher casada que não consegue ter filhos com seu marido. Para conquistá-la, com ajuda de um jovem embusteiro, de um frei sem escrúpulos e da mãe da recatada esposa, ele finge ser médico e receita um tratamento a base de mandrágora, uma planta afrodisíaca.
A Mandrágora, escrita em 1503, é considerada um marco no teatro ocidental. Os fins justificam os meios, dizia Maquiavel, que constrói um texto onde a conquista amorosa, com suas urgências e exaltações, servem como pretexto para desenvolver um tratado prático e saboroso sobre estratégia política, sobre a arte de envolver, manipular, convencer e, por fim, conquistar um objetivo.
Achei divertido, rômantico, crítico (num domingo de eleição então...), enfim, uma delícia.
Ah, meninas, os protagonistas são uns moços que, se bobear, nos distraem, rsrs.

A Mandrágora

Com: grupo Tapa
Texto: Nicolau Maquiavel
Direção: Eduardo Tolentino
Com: grupo Tapa
Onde: Teatro Nair Bello
Endereço Rua Frei Caneca, 569 ,Shopping Frei Caneca, 3º piso
Tel. 3472-2424
Quando: Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h.
Fonte: Guia da Semana

Eleições...

Brincadeiras a parte, votar, pelo menos para mim, já foi um momento especial.
Eu já participei de campanhas, já fiz boca de urna, enfim, tinha convicção que meus candidatos poderiam fazer a diferença.
Continuo analisando meus candidatos e procuro fazer a minha parte, mas hoje, votar é só cumprir o meu dever.

sábado, 25 de outubro de 2008

E mais teatro

A comédia "Não contém glúteos", como está no blog do grupo: "é uma peça sobre tudo e sobre nádegas, que retrata de forma porca e enviesada a sociedade brasileira contemporânea".
Provoca boas risadas.

Não contém glúteos
Com: grupo Olaria Grandes Bosta
Espaço Parlapatões
Pça. Franklin Roosevelt, 158
Telefone: 3258-4449.
Quando: sextas Oh

Nada acontece por acaso

A peça A Filosofia na Alcova, mostra a educação sexual da jovem Eugénie de Mistival, tendo como mestres Madame de Saint-Ange e Dolmancé, dois dos personagens mais depravados da história do teatro. Participam também outros personagens, como o jardineiro e o irmão de Saint-Ange. As "lições" incluem todos os tipos de práticas sexuais, com demonstrações práticas sempre coroadas por orgasmos filosóficos, já que durante todo o tempo os personagens dialogam não só sobre sexo mas também sobre assuntos como religião, política e direito.
Dado o momento da minha vida o personagem Eugénie foi a que mais me chamou a atenção, o modo como ela recebe as "lições", como as compreende ou não, como a modifica.
Confesso que o despudor dos atores foi um tanto chocante, mas os orgasmos filosóficos realmente provocam reflexos.

A Filosofia na Alcova

Com: grupo Os Satyros
Duração: 80 minutos
Classificação: 18 anos
Texto e direção: Rodolfo Garcia Vázquez
Espaço dos Satyros 2
Pça. Franklin Roosevelt, 134
Telefone: 3258-6345.
Quando: terças e sextas 21 h

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Ops...

Cuidado com o tic-tac que lhe oferecem e boa balada pra todos, afinal, hoje é sexta!!!!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Minha estrela

Seu charme sempre me causou fascínio,
mas você me conquistou com canções,
com você pude realizar fantasias,
você é magia, aventura, emoções.

E quando você está perto,
todos os meus sentidos são despertos,
você faz de cada momento um sonho
você faz cada sonho, eterno.

Então poupe-me de seus defeitos,
imperfeições e afins,
eu te quero sempre perfeito
como tens brilhado para mim.

E há outro pedido a fazer,
seja cuidadoso comigo, minha estrela,
porque gosto de te admirar,
e para sempre quero que assim seja.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Então é isso

Em todos os momentos eu o desejo,
e meus pensamentos não estão por aqui,
eles o procuram, seu sorriso, seu calor...

Eu tenho a cidade, eu tenho as luzes, as cores,
mas sou soberana das minhas vontades
se nada me faz inteira porque não tenho você?

E começo a pensar se fui dona do seu instante,
parte importante da sua vida
ou apenas mais alguém que seu desejo convocou.

Naquele momento eu o tive de verdade?
E se ninguém perde o que não tem,
por que o lamento?

Isabel

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Paixão...



Sinto-me saltando de pára-quedas cada vez que entrego um pedaço do meu coração para você: “será que ele vai abrir?”.
Mas posso dizer que a sensação do desafio, da liberdade, do vôo, do perigo, é melhor que a paz. A paz é para as guerras, para os conflitos, para a alma, não para os homens.
Os desafios, as buscas, as descobertas, é que nos engrandecem, não descobrimos nossos limites até que nos colocamos à prova ou até sermos testados, e é sempre maravilhoso quando descobrimos do que somos capazes.
E aí penso que não há sentimento que nos traga mais movimento e mais desafios que a paixão.

(foto de João Gaspar Rocha)

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Fácil e difícil

Fácil é entorpe-me com o brilho dos seus olhos,
Difícil é quando eles não estão fixos em mim.

Fácil é encantar-me ouvindo sua voz doce, porém forte,
Difícil é quando seu silêncio me alcança.

Fácil é perder-me nos teus beijos,
Difícil é quando sua boca não chama meu nome.

Fácil é admirar seu sorriso,
Difícil é ficar longe dele.

Fácil é entregar-me a você,
Difícil é não saber quando.

Isabel

Eu vou...

Eu quero vento nos cabelos,
calor do Sol,
e a brisa do mar.

Eu quero frio na espinha,
abraços aconchegantes,
e beijos quentes que me façam suar.

Eu quero frisson de aventura,
alegria de uma criança,
desejo de uma adolescente.

Porque de agora em diante, eu vou viver intensamente.

Isabel

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Trilha sonora.

E a cada dia desabrochar...

domingo, 12 de outubro de 2008

Dia das Crianças.


Aproveitando que é Dia das Crianças, que a gente seja sempre um poquinho menos chatos, sérios, profundos. Vamos deixar tudo isso para as horas em que é inevitável: mortes, separações, dores e afins.
Vamos esquecer o que falaram sobre ser adulto de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva.
Vamos brincar, jogar video game, pular corda, contar piadas, passear no parque, comer algodão doce.
Vamos rir alto, rir de si mesmo, dos próprios defeitos, de quem acha defeitos em nós.
Vamos dançar: bonitinho, desajeitado, vamos rebolar com o bambolê e brincar de se esconder.
Vamos cantar sozinho, com alguém, afinados ou desafinados.
Vamos lamber a tampa do iogurte, a ponta dos dedos, fazer guerra de pipoca.
E, principalmente, vamos ser um pouquinho inocentes, vamos sonhar, vamos acreditar em nossos sonhos, nas pessoas, na vida.
Feliz Dia das Crianças.

sábado, 11 de outubro de 2008

Um certo alguém

Inunde meus pensamentos com suas palavras,
deixe seu toque por todo meu corpo,
sua presença em minhas sensações.

Seja inesquecível,
seja apaixonante,
seja necessário como o ar.

Eu vou te querer,
eu vou suspirar,
vou sentir meu coração bater forte.

Quero você em meus sonhos,
quero em meu dia muitas coisas boas de lembrar,
quero em minha vida o calor de cada momento que estou ao seu lado.

Isabel

Meu lado poetisa, rsrs.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

"Vamos viver tudo o que há pra viver".

A arte de amar

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.

Manuel Bandeira

Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho foi um poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro. Considera-se que Bandeira faça parte da geração de 22 da literatura moderna brasileira, sendo seu poema Os Sapos o abre-alas da Semana de Arte Morderna de 1922. Juntamente com escritores como João Cabral de Melo Neto, Paulo Freire, Gilberto Freyre e José Condé, representa a produção literária do estado de Pernambuco. (Wikipédia)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

"Eu só quero saber do que pode dar certo..."

Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...

Carlos Drumond de Andrade

Nasceu em Minas Gerais, em uma cidade cuja memória viria a permear parte de sua obra, Itabira. Posteriormente, foi estudar em Belo Horizonte e Nova Friburgo. Formado em farmácia, com Emílio Moura e outros companheiros, fundou "A Revista", para divulgar o modernismo no Brasil. Durante a maior parte da vida foi funcionário público, embora tenha começado a escrever cedo e prosseguido até seu falecimento, que se deu em 1987 no Rio de Janeiro, doze dias após a morte de sua única filha, a escritora Maria Julieta Drumond de Andrade. Além de poesia, produziu livros infantis, contos e crônicas. (Wikipédia)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Trilha sonora

Músicas são como paixões, vem chegando, tomando conta e quando você percebe já está completamente entregue.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Celebrando a amizade.

É muitíssimo bom estar com amigos curtindo, rindo, conversando, enfim....
Somos seres únicos no universo, vivenciando as mais diferentes situações e, por isso mesmo, estarmos juntos para conversar significa muito mais que um encontro, significa que podemos trocar idéias, pontos de vista, dividir experiências, boas ou ruis, vitórias e derrotas a que todos nós, seres humanos, estamos sujeitos.
Já dizia alguém que "amar se aprende amando". Eu também diria que "viver se aprende vivendo", "dirigir se aprende dirigindo", "sexo se aprende praticando", etc. etc. etc., mas também podemos aprender ouvindo.
Dividir para somar – acho que esta seria a frase – dividimos as nossas experiências, dolorosas ou não, conhecimento, idéias, mudam-se alguns conceitos, realçam-se outros e a vida se torna mais bela.
"Os semelhantes se atraem. Limita-te a ser quem és: sereno, transparente e brilhante. Quando irradiamos o que somos, quando só fazemos o que desejamos fazer, isto afasta automaticamente quem nada tem a aprender conosco e atrai, sim, quem tem algo a aprender e também algo a nos ensinar" – Richard Bach, Ilusões.
Essa diferença que nos torna únicos, nos torna especiais, compartilhada, nos traz a amizade. A amizade que celebramos quando estamos juntos.
Estou aqui não porque devo estar, nem porque me sinto cativo nesta situação, mas porque neste momento, prefiro estar com vocês, vivenciando isto, a estar em qualquer outro lugar no mundo inteiro.

sábado, 4 de outubro de 2008

Engraçadinho


É como diz o poeta Raul: "o ponto de vista é o ponto da questão".
Bom fim de semana

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Simplesmente ser


Sou filha, irmã, prima, tia, madrinha e amiga.
Sou apaixonada, sonhadora e adolescente.
Sou determinada, disciplinada e responsável.
Sou princesa, escorpiana, profissional e prendada.
Sou são-paulina, atleta amadora, dançarina e baladeira em ocasiões especiais.
Ainda serei muitas outras.
Walter Franco diz que tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo, mas eu acho melhor assim: tudo é uma questão de manter a mente ABERTA, a espinha ereta e o coração tanqüilo.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Receita de bolo

Meu vizinho queria fazer um bolo, me pediu a receita
Eu não tinha a receita, mas eu tinha vinte anos
Fui ajudar
Não tinha farinha para ele amassar com as mãos
Ofereci meu corpo, ele amassou
Não tenho açucar, ele me disse
Ofereci meus lábios, ele beijou
Ele era bom cozinheiro
Pôs o leite pra ferver
O leite fervia no meu corpo inteiro
Nós dois queríamos fazer o bolo, mas e a receita?
Ele abriu o caderno, estava escrito me ama
Não fomos mais para a cozinha fomos pra cama.

Claire Feliz Regina

Quem visse aquela senhora de 80 anos declamando, olhar malicioso, versos sensuais, num teatro lotado de jovens, não imaginaria sua história de vida. Nos últimos 50 anos, a auditora fiscal Claire Feliz Regina trabalha na Receita Federal, onde se especializou em imposto de pessoa física. Não pensava em se aposentar até o ano passado, quando, por acaso, descobriu uma nova paixão. "Minha vida será agora dedicada à poesia". Ao completar 79 anos, ela se propôs a escrever um livro com dicas sobre como melhorar o relacionamento familiar e amoroso. Mas, em vez de prosa, saíram versos - e, com eles, vieram a vontade da aposentadoria, para iniciar a experiência. (Gilberto Dimenstein)


LinkWithin

Blog Widget by LinkWithin