Todos os anos a turma se reunia para um bate papo. Ano passado ela não esteve, mas esse ano não poderia faltar, dois anos ausente era falta grave.
Quando chegou, depois de ouvir alguns dos comentários que já imaginara, pode notar um rosto familiar e que há algum tempo não via. Ele havia mudado um pouco, cabelo mais curto, um jeito mais desinibido, mas aquela voz, agora ao violão, era inconfundível.
A noite, sentados à beira da fogueira, a cantoria passeou do brega bem humorado a MPB e, quando as canções foram ficando mais românticas, alguns olhares encontravam-se.
Alguns copos de vinho depois, os amigos recolhendo-se, ela se aproximou com a desculpa perfeita do frio, a música deu lugar a uma deliciosa conversa, sorrisos, beijos e o calor do fogo.
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sexta-feira, 11 de junho de 2010
O calor do fogo...
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Momentos...
Quando ela chegou em casa havia um recadinho dele na porta da geladeira avisando que tinha deixado semi-pronto o prato que ela mais gostava e tambem que havia comprado o vinho favorito.
Quando ela ligou o aparelho de som - o que sempre fazia ao chegar em casa - tocou o CD com a trilha sonora deles.
Ao encostar a cabeça no travesseiro, o cheirinho dele veio dar boa noite.
Ele chegou mais tarde. De mansinho, para não acordá-la, cobriu-a com seu abraço. Sabia que ela gostava muito das primeiras horas da manhã...
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Uma paixão provável.
Ele está sentado, ela chega, ele levanta, cumprimenta-a com um beijo no rosto e um abraço apertado.Ela logo pôde sentir seu perfume, um primeiro sentido é desperto.
A natureza caprichou no desenho: alto, ombros largos, lábios carnudos, mas o mocinho também se esforça; seus braços fortes, seu abdômen malhado, suas pernas bem torneadas foram cuidadosamente esculpidos por ele.
Ele volta a sentar do outro lado da mesa, todo falante, impossível ela não ficar só a apreciar sua convicção, seu tom de voz, seus gestos, seu sorriso, sua boca.Definitivamente ele não é só um deleite aos olhos.
Ele pega em sua mão, ela o sente.
Ele a quer. Como um bom caçador, a envolve; ele tem o poder de despertar sentidos, sentimentos, pensamentos.
Ela o percebe: educado, cavalheiro, carinhoso e também selvagem.
Ele a atrai, a beija, ela sente seu calor e um gosto de pecado irresistível.
Ele diz o que pensa, ela se assusta, mas o admira.
Ela está tentada a mergulhar em seu universo, imagina quantos infinitos segredos devem ter esse espírito tão livre, esse coração que se move a paixão e então se deixa levar.
Ele a toma nos braços, um convite para conhecer alguns de seus mundos; ela teme, mas deseja esse conhecimento tanto quanto deseja conhecer sua perfeita geografia, então ela se rende àquela provável transformadora paixão.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Qualquer semelhança é mera coincidência

Maria e João conheceram-se na rua onde moravam. Algum tempo depois começaram a namorar e, duas semanas depois do início do namoro, ele foi preso e condenado por um assalto que tinha praticado. Ela o visitava no presídio, até que houve um rompimento. Nesse ínterim, Maria namorou outra pessoa e engravidou de seu segundo filho. Ele soube do ocorrido, mas insistiu e retomaram o namoro. Pouco antes de deixar o estabelecimento prisional, ela engravidou de João. Quando saiu, João foi viver com Maria e os filhos. Ela saiu da casa da mãe e alugou uma casa para o casal. O irmão dela arrumou um emprego para João. Maria, que era técnica de enfermagem, trabalhava em dois renomados estabelecimentos. Depois de um tempo, vieram as brigas que, aos poucos, tornaram-se cada vez mais violentas. João matou Maria, por ciúmes, segundo ele.
terça-feira, 17 de março de 2009
In vino veritas
Meia garrafa de vinho depois e ela pôs-se a falar sem parar. Queria dizer da felicidade que sentia por estar apaixonada, saiu abraçando a todos, o mundo era um sorriso só.
E ela ria de gargalhar, foi contagiando a todos no contexto até que achou de brincar que nem criança, virou moleca e levou todo mundo na brincadeira.
Também quis dançar, ainda tinha equilíbrio! Mas saía fora do ritmo, criou uma nova dança e outras tantas canções.
Apareceram mais algumas garrafas de vinho, não para ela, achou de sair dividindo com os demais o sabor da uva, queria todo o mundo feliz.
Sorrindo e dançando, ela deixou o mar tocar-lhe os pés, pediu a benção da Rainha do Mar e jogou um beijo no vento, desejando que voasse até ele.
A noite já estava acabando, mas o amor dela, esse, só estava començando.
"Te adoro, te venero, eu te amo,
eu te quero, coração... além mar"
domingo, 15 de março de 2009
Um domingo...

Foi irresistível ficar parada na porta olhando você, aquele "homão" na minha cozinha?!!
Eram muitos detalhes: aquele moço de calça jeans, costas esculpidas, ombros largos, seu pescoço, seu perfil, seu jeito de separar os temperos (o alho parecia ainda menor nas suas mãos), organizando os ingredientes, separando panelas, eu estava a "filmar" cada detalhe.
Você estava tão sério e concentrado, daí porque eu me aproximei para um abraço. Beijei sua nuca, senti seu arrepio, você me abriu um sorriso tão lindo, mas logo voltou a atenção para o que estava fazendo, eu sempre admirei esse seu jeito centrado. Afastei-me só para enquadrar melhor a cena.
Dali a pouco você se aproximou, colocou um pouquinho do molho no dorso da mão e queria que eu experimentasse. Minha pequena participação? Não sei. Sei que você estava ali e eram cheiros, sabores, cores, era você tornando um simples almoço de domingo outro momento inesquecível.
Eram muitos detalhes: aquele moço de calça jeans, costas esculpidas, ombros largos, seu pescoço, seu perfil, seu jeito de separar os temperos (o alho parecia ainda menor nas suas mãos), organizando os ingredientes, separando panelas, eu estava a "filmar" cada detalhe.
Você estava tão sério e concentrado, daí porque eu me aproximei para um abraço. Beijei sua nuca, senti seu arrepio, você me abriu um sorriso tão lindo, mas logo voltou a atenção para o que estava fazendo, eu sempre admirei esse seu jeito centrado. Afastei-me só para enquadrar melhor a cena.
Dali a pouco você se aproximou, colocou um pouquinho do molho no dorso da mão e queria que eu experimentasse. Minha pequena participação? Não sei. Sei que você estava ali e eram cheiros, sabores, cores, era você tornando um simples almoço de domingo outro momento inesquecível.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Uma manhã...

Quando ela acordou ele estava olhando para ela. Num primeiro momento ela sentiu uma enorme timidez, depois imaginou há quanto tempo ele estaria acordado a observá-la, sentiu-se a pessoa mais admirada do mundo e abriu um leve sorriso.
Antes que dissesse qualquer palavra, ele se aproximou, trouxe ela para perto do seu peito e ficou a acariciar seus cabelos. Ela, ainda sonolenta, fechou os olhos para sentir melhor aquele carinho e, perto que estava do seu coração, pôde escutá-lo bater.
Depois de alguns minutos, ele afastou-se um pouco, apenas o suficiente para que ela pudesse vê-lo, com a mão eu seu queixo, levantou levemente seu rosto, buscou seu olhar e beijou-lhe suavemente, acariciando seu rosto.
Quando ela abriu os olhos, ele sorriu, disse-lhe: "bom dia" e pôs-se a levantar, ainda olhando para ela. Ela retribuiu o bom dia, sorriu novamente e sentiu o amor amanhecer.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Qualquer semelhança é mera coincidência

Por motivos que, sinceramente, não dá para imaginar, Maria adorava tumultuar a vida de sua vizinha Rita; reclamou das folhas da árvore que caíam em seu quintal, Pedro, marido de Rita, mandou podar; reclamou dos amiguinhos da filha de Rita brincando no quintal, Rita pediu que as crianças se recolhessem. Qualquer coisa era motivo para que Maria reclamasse e, embora causando muito tumulto, Rita e Pedro só se importavam em resolver a questão e tocar suas vidas.
Vendo que não estava alcançando seu objetivo, Maria começou a atordoar seu ex-marido, João, dizendo que Pedro ameaçava tanto ela quanto sua filha. Depois de alguns dias insistindo nesse assunto sem que João fizesse algo, ela disse que Pedro havia invadido sua casa e, por pouco, não agrediu ela e sua filha.
Imaginando que pudesse realmente acontecer algo mais grave, João foi tirar satisfações com o ex-vizinho. Não era o melhor dia. Pedro, que já estava chateado com alguns problemas, não queria encrenca, mas foi grosseiro; instigado por Maria, João acabou agredindo fisicamente Pedro, que reagiu e acabou sendo morto.
Hoje, João encontra-se preso e será julgado por um júri popular.
Vendo que não estava alcançando seu objetivo, Maria começou a atordoar seu ex-marido, João, dizendo que Pedro ameaçava tanto ela quanto sua filha. Depois de alguns dias insistindo nesse assunto sem que João fizesse algo, ela disse que Pedro havia invadido sua casa e, por pouco, não agrediu ela e sua filha.
Imaginando que pudesse realmente acontecer algo mais grave, João foi tirar satisfações com o ex-vizinho. Não era o melhor dia. Pedro, que já estava chateado com alguns problemas, não queria encrenca, mas foi grosseiro; instigado por Maria, João acabou agredindo fisicamente Pedro, que reagiu e acabou sendo morto.
Hoje, João encontra-se preso e será julgado por um júri popular.
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